BRASIL, Nordeste, SAO LUIS, Mulher, de 20 a 25 anos

A Ratoeira
Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali.
Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira.
Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos:
"Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa."
A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:
"Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor,
mas não me prejudica em nada, não me incomoda."
O rato foi até o porco e disse a ele:
"Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira."
"Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar.
Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces."
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela disse:
"O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!"
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua
vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro,
ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa.
A cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e muitas Pessoas vieram visitá-la.
Muita gente veio vê-la o fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
A cegueira do amor
Contam que uma vez se reuniram os sentimentos e qualidades dos homens em um lugar da terra.
Quando o aborrecimento havia reclamado pela terceira vez, a loucura, como sempre tão louca,lhe propôs:
_ Vamos brincar de esconde-esconde?
A intriga levantou a sobrancelha intrigada e a curiosidade sem poder conter-se perguntou:
_ Esconde-esconde? Como é isso.
_ É um jogo, explicou a loucura.
_ Em que eu fecho os meus olhos, conto até 1 milhão enquanto vocês se escondem, quando eu terminar de contar começo a procurá-los e o primeiro que eu encontrar ocupa o meu lugar no jogo.
O entusiasmo dançou seguido pela euforia à alegria deu tantos saltos que acabou convencendo a dúvida e até a apatia que nunca se interessava por nada. Mas nem todos participaram, a verdade, a soberba opinou que era um jogo muito tolo no fundo o que a incomodava era que a idéia não tinha sido dela, e a covardia preferio não se arriscar.
_ Um, dois, três... começou a contar a loucura. A primeira a se esconder foi à pressa como sempre tão apressada, caiu atrás da primeira pedra do caminho.
A fé subiu ao céu e a inveja se escondeu atrás da sombra do triunfo que com seu próprio esforço tinha conseguido subir na copa da mais alta árvore.
A generosidade quase não conseguiu se esconder, pois cada local que achava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos, ao contrário do egoísmo que encontro um ótimo lugar só para ele.
A mentira, se escondeu no fundo do oceano (mentira! foi atrás do arco-íris) o esquecimento, não me recordo onde se escondeu... Quando a loucura estava lá pelos 999.999 o amor ainda não havia achado um lugar para se esconder, pois todos estavam ocupados até que encontro um roseiral e decidiu esconde-se entre as rosas. Um milhão! terminou de contar a loucura e começou a procurar. A primeira a aparecer foi à pressa apenas a três passos de uma pedra. Depois encontrou a fé discutindo com Deus sobre sociologia, em um descuido encontrou a inveja e claro pôde deduzir onde estava o triunfo, o egoísmo não precisou ser procurado, saiu correndo de seu esconderijo que era um ninho de vespas.
A dúvida foi mais fácil ainda, encontrou sentada em uma cerca sem decidir de que lado se escondia.
E assim foi encontrando a todos, o talento nas ruas frescas, a angústia em uma cova escura, apenas o amor não aparecia quando a loucura estava dando-se como vencida encontrou um roseiral, pegou uma forquilha e começou a mover os ramos. No mesmo instante ouvi-se um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o amor nos olhos à loucura não sabia o que fazer para desculpar-se, chorou, rezou, implorou e até prometeu ser sua guia.
Desde então o amor é cego e a loucura sempre o acompanha.
*Cada pessoa é como um sentimento, releia e verá com qual você se identificará.